Reforço de Português 6º Ano – Ensino Fundamental 2

Reforço de Português 6º Ano – Ensino Fundamental 2 – QUESTÃO 1

O conto maravilhoso é um gênero textual que se caracteriza por narrativas cujos acontecimentos são fabulosos, milagrosos e levam em consideração poderes mágicos e sobrenaturais. Observe as imagens a seguir e assinale a única figura que apresenta elementos mágicos evidentes, confirmando
que a história ilustrada pertence ao gênero conto maravilhoso.

A ilustração da alternativa d apresenta os seguintes elementos mágicos: tapete voador, lâmpada mágica e gênio. Há elementos mágicos nas outras histórias, mas a ilustração de cada uma delas não traz nenhum elemento mágico.

Reforço de Português 6º Ano – Ensino Fundamental 2 – QUESTÃO 2

Leia a tirinha a seguir:

A bruxa, ao ouvir a Magali, faz uma expressão que demonstra o que sentiu após ouvir a fala da menina. Considerando os papéis desempenhados em contos de fada e a feição da bruxa no último quadrinho, se ela respondesse à Magali verbalmente, ela diria:

a) ( ) “Essa já é a sobremesa, Magali! Não sentiu o cheirinho?”.
b) ( ) “Magali! Como pode querer comer isto se é poção mágica?!”.
c) ( ) “Magali, Magali! Não conte comigo porque não farei sobremesa.”.
d) ( ) “Ainda não terminei nem essa refeição, Magali!”.
e) ( ) “Espere mais um pouco, farei a sobremesa mais tarde.”

Resposta correta: B
Se considerarmos o universo de contos de fada, no qual a bruxa não faz comida comum, e a feição dela no último quadrinho, podemos concluir que ela informaria à Magali sobre seu espanto diante do fato de a menina pensar que o conteúdo do caldeirão era uma comida qualquer. Assim, a bruxa diria à Magali que não se trata de comida comum, e sim de uma poção mágica.

Reforço de Português 6º Ano – Ensino Fundamental 2 – QUESTÃO 3

Leia os quadrinhos a seguir:

As fábulas, como todos os gêneros textuais, têm marcas que as diferenciam dos demais gêneros, como sugere Franjinha. Com relação à observação do cachorro Bidu, no quarto quadrinho, pode-se concluir que:
a) ( ) Franjinha se enganou, pois os animais não falam em fábulas.
b) ( ) Bidu fala, mas, nas suas próprias histórias, ele não é personagem principal.
c) ( ) os animais falam apenas e exclusivamente em fábulas.
d) ( ) os animais falam não apenas em fábulas, mas também em outros gêneros.
e) ( ) nas fábulas, nem há animais, muito menos animais falantes.

Resposta correta: D
A partir da observação de Bidu, infere-se que os animais falam não só em fábulas, mas também em histórias em quadrinhos, ficções, contos maravilhosos etc.

Reforço de Português 6º Ano – Ensino Fundamental 2 – QUESTÃO 4

Leia o seguinte texto:
[…]

Operação, por exemplo. É uma palavra assustadora. Pior do que intervenção cirúrgica, porque promete uma intromissão muito mais radical nos intestinos. Uma operação certamente durará horas e os resultados são incertos. Suas chances de sobreviver a uma operação… sei não. Melhor se
preparar para o pior.

Já uma operaçãozinha é uma mera formalidade. Anestesia local e duas aspirinas depois. Uma coisa tão banal que quase dispensa a presença do paciente.
— Alô, doutor? Olha, aquele meu quisto no braço direito que nós íamos tirar hoje? A
operaçãozinha?
— Sim.
— Não vou poder ir, mas o Asdrúbal vai no meu lugar.
— O Asdrúbal?
— Meu assistente direto aqui na firma. Homem de confiança.
— Mas ele vai fazer a operaçãozinha por você?
— Ele é o meu braço direito, doutor.
Luis Fernando Verissimo. “Diminutivos”. Comédia da vida privada. 101 crônicas escolhidas. Porto Alegre: LP&M, 1994.

O autor do texto se refere a procedimentos cirúrgicos de três diferentes formas: “operação”, “intervenção cirúrgica” e “operaçãozinha”. O diminutivo, em “operaçãozinha”, nesse caso, contribui para expressar o sentido de algo:
a) ( ) pequeno no tamanho.
b) ( ) desprezível, insignificante.
c) ( ) intenso no modo.
d) ( ) grande, importante.
e) ( ) de valor, precioso.

Resposta correta: B
No texto, o menor de todos os procedimentos cirúrgicos é a “operaçãozinha”, mas ela não é pequena em tamanho, mas desprezível, a ponto de, no extremo do humor, outra pessoa poder ir no lugar do paciente.

Reforço de Português 6º Ano – Ensino Fundamental 2 – QUESTÃO 5

Leia a seguir um trecho de O diário de Anne Frank:


12 de junho de 1942
Espero poder contar tudo a você, como nunca pude contar a ninguém, e espero que você seja uma grande fonte de conforto e ajuda. Até agora você tem sido um grande apoio para mim, como também tem sido Kitty, para quem tenho escrito com regularidade. Esse modo de manter um diário é bem melhor, e agora mal posso esperar os momentos de escrever em você. Ah, estou tão feliz por ter você comigo!
Domingo, 14 de junho de 1942
Vou começar a partir do momento em que ganhei você, quando o vi na mesa, no meio dos meus outros presentes de aniversário. (Eu estava junto quando você foi comprado, e com isso eu não contava.)
Na sexta-feira, 12 de junho, acordei às seis horas, o que não é de espantar; afinal, era meu aniversário. Mas não me deixam levantar a essa hora; por isso, tive de controlar minha curiosidade até quinze para as sete. Quando não dava mais para esperar, fui até a sala de jantar, onde Moortje (a gata) me deu as boas-vindas, esfregando-se em minhas pernas.
Pouco depois das sete horas, fui ver papai e mamãe e, depois, fui à sala abrir meus presentes, e você foi o primeiro que vi, talvez um dos meus melhores presentes. Depois, em cima da mesa, havia um buquê de rosas, algumas peônias e um vaso de planta. De papai e mamãe ganhei uma blusa
azul, um jogo, uma garrafa de suco de uva, que, na minha cabeça, deve ter gosto parecido com o do vinho (afinal de contas, o vinho é feito de uvas), um quebra-cabeça, um pote de creme para o corpo, 2,50 florins e um vale para dois livros. Também ganhei outro livro, Câmera obscura (mas Margot já tem, por isso troquei o meu por outro), um prato de biscoitos caseiros (feitos por mim, claro, já que me tornei especialista em biscoitos), montes de doces e uma torta de morangos, de mamãe. E uma carta da vó, que chegou na hora certa, mas, claro, isso foi só uma coincidência. […]
Disponível em: http://veja.abril.com.br/livros_mais_vendidos/trechos/o-diario-de-anne-frank.shtml. Acesso em: 22 mar. 2016.


Uma característica possível para o gênero textual diário pessoal é o autor conversar com o próprio diário. A autora desse diário, Anne Frank, recorre a esse recurso. O trecho que confirma essa conversa em que o interlocutor está explícito é:


a) ( ) “Pouco depois das sete horas, fui ver papai e mamãe e, depois, fui à sala abrir meus presentes […]”.
b) ( ) “[…] para quem tenho escrito com regularidade.”.
c) ( ) “[…] mal posso esperar os momentos de escrever em você.”
d) ( ) “[…] acordei às seis horas, o que não é de espantar; afinal, era meu aniversário.”.
e) ( ) “[…] (mas Margot já tem, por isso troquei o meu por outro) […]”.

Resposta correta: C
Como ela conversa com o diário, todo o texto é a conversa, mas a interlocução fica explícita apenas em algumas passagens. Uma delas está transcrita na alternativa c, em que se vê expresso o pronome de tratamento você, fazendo referência ao próprio diário.

Reforço de Português 6º Ano – Ensino Fundamental 2 – QUESTÃO 6

Leia o texto:

Minha velha guitarra

Só a velha guitarra ficou comigo
Só a velha guitarra não me deixou
Nunca me abandonou este amor antigo
Coração amigo
Verdadeiro amor
Só a velha guitarra ficou pra sempre
Só a velha guitarra não perguntou
Nada do meu passado e do meu presente
E só ela entende
Aquilo que eu sou
[…]

Tony Carreira. Disponível em: . Acesso em: 22 mar. 2016.

Há situações em que o adjetivo, posicionado antes ou depois do substantivo, ganha sentido diferente, por exemplo: menino pobre e pobre menino.
Considerando as expressões em destaque na letra da música, assinale a alternativa que traz a explicação correta.


a) ( ) “Velha guitarra”: significa uma guitarra antiga, que tem muitos anos.
b) ( ) “Amor antigo”: um amor que é precioso.
c) ( ) “Verdadeiro amor”: amor que nem sempre pode ser de verdade.
d) ( ) “Velha guitarra”: uma guitarra que a pessoa quer bem.
e) ( ) “Amor antigo”: um amor que não existe mais.

Resposta correta: D
“Velha guitarra” é uma guitarra cujo dono gosta e preserva com carinho. Para ele, ela é sua “companheira” de muitos anos (apesar de a frase não deixar explícito que a guitarra seja velha; ela pode estar em excelente estado). Alternativa a: incorreta. “Guitarra velha”: significa uma guitarra antiga, uma guitarra que tem muitos anos. Alternativa b: incorreta. “Antigo amor”: um amor que é precioso. Alternativas c e e: incorretas. “Verdadeiro amor” e “amor antigo”: um amor manifestado de maneira pura.

Reforço de Português 6º Ano – Ensino Fundamental 2 – QUESTÃO 7

Leia a tirinha:

Na construção do diálogo entre o Recruta Zero e o Sargento Tainha, o autor da tirinha empregou signos não verbais no primeiro quadrinho. Um desses signos é referido no segundo quadrinho pelo recruta, o que acaba sendo o motivo de a conversa continuar. Se esse signo, mencionado no segundo quadrinho, fosse traduzido em palavras, ele poderia ser substituído por:


a) ( ) muitos nomes feios e xingamentos.
b) ( ) palavras de significado neutro.
c) ( ) uma promessa para tratar bem o recruta.
d) ( ) palavras positivas em relação ao recruta.
e) ( ) uma afronta, um destrato por parte do sargento.

Resposta correta: D
No segundo quadrinho, na fala do recruta, temos um signo não verbal representado por uma flor, que é o motivo de a conversa continuar e que representa um elogio, palavras de carga positiva que demonstram gentileza por parte do sargento ao falar com o recruta. Os outros signos não verbais, no primeiro quadrinho, representam nomes feios e, provavelmente, xingamentos ditos pelo Sargento Tainha. A flor indica que a promessa de tratar bem o recruta e dizer alguma coisa gentil foi cumprida.

Reforço de Português 6º Ano – Ensino Fundamental 2 – QUESTÃO 8

Leia o texto a seguir:
Morta de fome, uma raposa foi até um vinhedo sabendo que ia encontrar muita uva. A safra tinha sido excelente. Ao ver a parreira carregada de cachos enormes, a raposa lambeu os beiços.
Só que sua alegria durou pouco: por mais que tentasse, não conseguia alcançar as uvas. Por fim, cansada de tantos esforços inúteis, resolveu ir embora, dizendo:
— Por mim, quem quiser essas uvas pode levar. Estão verdes, estão azedas, não me servem.
Se alguém me desse essas uvas eu não comeria.
Moral: Desprezar o que não se consegue conquistar é fácil.

Disponível em: http://metaforas.com.br/a-raposa-e-as-uvas. Acesso em: 22 mar. 2016.

Nessa fábula de Esopo, lê-se “uma raposa foi até um vinhedo” e, depois, “a raposa lambeu os beiços”. Lendo a fábula, pode-se explicar que essa variação decorre do fato de que:


a) ( ) uma é um numeral, indicando que apenas uma raposa foi até o vinhedo, e não duas raposas. Já o uso do artigo definido se deve ao fato de a raposa já ser conhecida, definida, e, por isso, emprega-se o artigo definido a posteriormente.
b) ( ) na língua portuguesa, usa-se ou o artigo definido ou o artigo indefinido, de acordo com o que o escritor prefere. Se ele gosta mais de um, ele irá escrever mais esse artigo. A escolha é pessoal.
c) ( ) uma é um artigo que tem o mesmo sentido dado pelo artigo a. A raposa já é bem conhecida de todos porque a fábula é muito popular, por isso Esopo poderia empregar o artigo definido desde a primeira linha.
d) ( ) uma é um artigo definido e foi utilizado porque o leitor não sabe quem é a raposa. Uma vez apresentada no texto, ela passa a ser conhecida, definida, e, por isso, usa-se o artigo indefinido a posteriormente.
e) ( ) uma é um artigo indefinido e foi utilizado porque o leitor não sabe quem é a raposa. Uma vez apresentada no texto, ela passa a ser conhecida, definida, e, por isso, usa-se o artigo definido a posteriormente.

Resposta correta: E
O artigo uma é indefinido e foi usado acompanhando o substantivo raposa na primeira vez em que ela é mencionada, porque ainda não é conhecida do leitor; já na segunda vez em que é mencionada, o autor emprega o artigo definido a, uma vez que a raposa já foi introduzida ao leitor e tornou-se conhecida na história.

Reforço de Português 6º Ano – Ensino Fundamental 2 – QUESTÃO 9

Leia o texto para responder às questões 1 e 2:
[…]
Objetivo
Os desfechos desse jogo são parecidos com outros famosos jogos de tabuleiro. A trilha só é diferenciada na sua estrutura e nas táticas utilizadas para a vitória. Com atenção nas regras, os jogadores têm como objetivo remover as peças do adversário até sobrar apenas uma peça.
Tabuleiro
O tabuleiro começa sem nenhuma peça. Na vez de cada adversário, as peças começam a ser colocadas nos campos vagos. Após incluir o total das peças, os adversários precisam mover as peças pelas linhas do tabuleiro até que cheguem a outro destino próximo.
Estratégias
Quando um dos jogadores formar linhas verticais ou horizontais, com três pedras da sua cor (formação do moinho – três peças lado a lado), pode selecionar uma peça do adversário para ser eliminada, porém essa peça não pode estar dentro do moinho do adversário. Lembre-se de que moinho são as três peças na mesma linha […].
Quando se forma um moinho, o jogador pode retirar peças do adversário quando não estão em um moinho, se todas as peças do adversário estiverem no moinho, pode tirar uma pedra de lá. […]

Disponível em: www.assimsefaz.com.br/sabercomo/como-se-joga-trilha. Acesso em: 4 jul. 2016.

No texto, faz-se uma breve explicação sobre o jogo denominado trilha, indicando seus objetivos, suas estratégias e como se joga. Nessa explicação, consta que a trilha é:


a) ( ) um jogo semelhante ao xadrez, em que cada peça se move de uma maneira.
b) ( ) uma espécie de quebra-cabeça, em que se eliminam peças do adversário.
c) ( ) um jogo de tabuleiro cujo objetivo é eliminar as peças do adversário até sobrar somente uma.
d) ( ) um jogo em que o raciocínio lógico deve ser aliado à sorte, já que os jogadores têm pouco controle sobre as peças.
e) ( ) um jogo com o mesmo objetivo de outros semelhantes, mas que não precisa de um tabuleiro.

Resposta correta: C
Trata-se de um jogo de tabuleiro para duas pessoas. De acordo com as explicações do texto, o objetivo do jogo é eliminar as peças do adversário por meio dos moinhos (três peças enfileiradas), até que sobre apenas uma.

Reforço de Português 6º Ano – Ensino Fundamental 2 – QUESTÃO 10

No texto, há uma série de verbos que aparecem em determinados tempos e modos, como o imperativo. Além dessa forma verbal, nesse texto predominam verbos:


a) ( ) no presente do indicativo, que apresentam as regras mais básicas de maneira simples.
b) ( ) no pretérito, pois o texto deu dicas e conselhos ensinando a jogar trilha.
c) ( ) no presente do subjuntivo, que tratam de dúvidas que os iniciantes têm ao começar a jogar.
d) ( ) no futuro do indicativo, que revelam futuras estratégias para os jogadores.
e) ( ) na forma negativa, que mostram o que não se pode fazer no jogo.

Resposta correta: A
Embora guias de orientação usualmente tenham o predomínio de verbos no imperativo (para ensinar alguém a fazer algo), no texto apresentado, predominam os verbos do presente do indicativo, tais como são, têm, começa, precisam etc., que auxiliam na apresentação das regras do jogo como um fato possível de acontecer.

Reforço de Português 6º Ano – Ensino Fundamental 2 – QUESTÃO 11

Leia o texto para responder às questões 3 e 4:
O relógio
Passa, tempo, tic-tac
Tic-tac, passa, hora
Chega logo, tic-tac
Tic-tac, e vai-te embora
Passa, tempo
Bem depressa
Não atrasa
Não demora
Que já estou
Muito cansado
Já perdi
Toda a alegria
De fazer
Meu tic-tac
Dia e noite
Noite e dia
Tic-tac
Tic-tac
Tic-tac…

Vinicius de Moraes. Disponível em: www.viniciusdemoraes.com.br/pt-br/poesia/poesias-avulsas/o-relogio.
Acesso em: 4 jul. 2016.

Na poesia, os autores dão asas à imaginação para compor imagens que nos levam, muitas vezes, à reflexão. No caso do poema apresentado, o eu lírico é um relógio que:

a) ( ) reclama com o tempo para que este passe mais depressa.
b) ( ) cumprimenta o tempo, que está passando no momento da fala.
c) ( ) celebra o tempo pelo qual ele trabalha tanto e fica tão cansado.
d) ( ) comemora porque o tempo finalmente passou depressa.
e) ( ) entristece todos à sua volta com seu tic-tac lento.

Resposta correta: A
O eu lírico, a voz que fala no poema, é representado por um relógio. Ele mostra-se explicitamente cansado e conversa diretamente com o tempo, pedindo que passe mais rápido (“Passa, tempo, tic-tac/Tic-tac, passa, hora/Chega logo, tic-tac/Tic-tac, e vai-te embora”), porque ele já se cansou de fazer todo dia a mesma coisa.

Reforço de Português 6º Ano – Ensino Fundamental 2 – QUESTÃO 12

No quarto verso do poema, o relógio fala “e vai-te embora”. O pronome destacado se refere:
a) ( ) ao próprio relógio.
b) ( ) ao tic-tac.
c) ( ) ao tempo.
d) ( ) ao verbo passa.
e) ( ) à palavra embora.

Resposta correta: C
O pronome de segunda pessoa refere-se ao interlocutor, ou seja, com quem o relógio fala diretamente, no caso, o tempo, pedindo que ele passe depressa. Por isso, o pronome te se refere ao tempo.

Reforço de Português 6º Ano – Ensino Fundamental 2 – QUESTÃO 13

Leia os textos a seguir para responder às questões 5 e 6:
Marte é um dos planetas que orbitam, ou giram, em torno do Sol, no Sistema Solar. São 228
milhões de quilômetros de distância, em média, entre um e outro. Marte é o quarto planeta a partir
do Sol. Também é vizinho da Terra e tem duas luas pequenas e rochosas, Fobos e Deimos.
Durante séculos, as pessoas se perguntaram se haveria vida em Marte. Muitas histórias e filmes
foram criados imaginando a existência de um povo em Marte, os marcianos. Estudos mostram, no
entanto, que não há sinais óbvios de vida no planeta. Mas os cientistas ainda tentam descobrir se,
em algum outro tempo, existiu lá alguma forma pequena e simples de vida. […]
Sua superfície é formada por rocha e poeira. Há grandes tempestades de poeira lá. Partes do
planeta têm buracos enormes, chamados crateras, mas há também planícies, vales profundos e
altas montanhas.
[…]

Disponível em: http://escola.britannica.com.br/article/481840/Marte. Acesso em: 5 jul. 2016.

Marte
Mar.te
sm (lat Marte) 2 Astr Planeta, cuja revolução em torno do Sol dura 687 dias e cuja órbita é
exterior à da Terra e interior à de Júpiter.

Disponível em: . Acesso em: 5 jul. 2016.

Os dois trechos foram retirados, respectivamente, de uma enciclopédia e de um dicionário. Analisando-os, é possível perceber que a principal diferença entre eles é que:


a) ( ) a enciclopédia define o planeta Marte com menos precisão que o dicionário, porém utiliza linguagem mais complexa.
b) ( ) o dicionário é objetivo, com uma definição simples, enquanto a enciclopédia traz uma definição mais detalhada.
c) ( ) a linguagem do dicionário é informal e mais próxima do leitor, enquanto a da enciclopédia parece ser distante.
d) ( ) o dicionário não traz dados precisos sobre o planeta Marte, ao contrário da enciclopédia.
e) ( ) a enciclopédia traz dados concretos sobre o que está definindo; já o dicionário inventa informações.

Resposta correta: B
A enciclopédia se diferencia do dicionário justamente por trazer mais informações (é possível notar a diferença pelo tamanho, pois o verbete de enciclopédia costuma ser maior). No caso dos dois apresentados, a definição do planeta Marte na enciclopédia envolve mais informações, enquanto no dicionário ficou restrita a uma definição simples e direta, porém com dados precisos (período de revolução em torno do Sol de 687 dias).

Reforço de Português 6º Ano – Ensino Fundamental 2 – QUESTÃO 14

Releia o seguinte trecho da enciclopédia:
Sua superfície é formada por rocha e poeira. Há grandes tempestades de poeira lá. Partes do planeta têm buracos enormes, chamados crateras, mas há também planícies, vales profundos e altas montanhas.
Embora o uso de pronomes possessivos possa gerar ambiguidade sintática, nesse trecho, é possível perceber que o pronome sua se refere:

a) ( ) a Fobos e Deimos, as duas luas que orbitam Marte e que, assim como o planeta, também são formadas por rocha e poeira.
b) ( ) ao Sol, ao redor do qual o planeta Marte orbita, sendo que a superfície deste é formada por rocha e poeira.
c) ( ) à Terra, que é vizinha de Marte e possui as mesmas características.
d) ( ) à vida, cuja hipótese de presença dentro do planeta Marte foi cogitada há milhares de anos.
e) ( ) a Marte, que é o assunto principal do texto, sendo a “superfície formada por rocha e poeira” uma de suas características.

Resposta correta: E
Como o assunto do texto é o planeta Marte e suas características, isso deixa claro que é dele que se fala. Assim, o pronome sua se refere ao planeta Marte.

Reforço de Português 6º Ano – Ensino Fundamental 2 – QUESTÃO 15

Observe a tirinha para responder às questões 15 e 16:


Nos quadrinhos, a linguagem verbal e a não verbal se complementam para que o leitor entenda a história. Na tirinha apresentada, Chico Bento é questionado pela mãe devido a uma situação anterior, na qual:
a) ( ) as galinhas o atacaram, fazendo-o quebrar os ovos que carregava.
b) ( ) sem saber quantos ovos sua mãe queria, Chico Bento acabou não pegando nenhum.
c) ( ) ela precisava de ovos para fazer salada, mas ele disse que queria salada sem ovos.
d) ( ) ele não conseguiu domar as galinhas e, portanto, não trouxe os ovos para o almoço.
e) ( ) ela pediu-lhe para buscar ovos, mas ele não sabia onde encontrá-los.

Resposta correta: D
No penúltimo quadrinho, em que não há linguagem verbal, Chico Bento aparece caído no chão, sem os ovos, como se tivesse levado uma surra de duas galinhas. No último quadrinho, a mãe de Chico Bento o questiona sobre o fato de ele querer apenas salada para o almoço (o que dá a entender que ele pediu isso para ela antes). A partir disso, entende-se que Chico Bento se sentiu envergonhado por não conseguir domar as galinhas e, consequentemente, não conseguir trazer os ovos, pedindo para a mãe não fazer ovos para o almoço.

Reforço de Português 6º Ano – Ensino Fundamental 2 – QUESTÃO 16

Na fala da mãe de Chico Bento, percebem-se marcas de uma variedade linguística geralmente utilizada por pessoas que habitam o campo, em que:

a) ( ) “cumé” é uma contração da expressão “como é”, introduzindo uma pergunta.
b) ( ) “ocê” é a forma abreviada do pronome você e no contexto refere-se à mãe de Chico.
c) ( ) “armoço” é uma variação da abreviação da palavra almoço, muito usada no interior.
d) ( ) “qui” é uma variação de uma palavra de outra língua utilizada pela mãe.
e) ( ) “cos ovo” é uma incorreção gramatical inesperada no contexto utilizado.

Resposta correta: A
A expressão “cumé”, utilizada pela mãe de Chico Bento, é uma contração de “como é” e introduz uma pergunta. Nesse caso, a mãe queria saber por que Chico Bento não queria mais ovos para o almoço. Essa contração é comum na linguagem de grupos que habitam o campo, dos quais as personagens são representantes.

Reforço de Português 6º Ano – Ensino Fundamental 2 – QUESTÃO 17

Texto para as questões 17 e 18.
Leia o texto:

Medida (me.di.da)

sf.

  1. Ação ou resultado de medir; MEDIÇÃO.
  2. Grandeza conhecida e determinada que se toma como base para a avaliação de outras
    grandezas do mesmo gênero (medida de capacidade).
  3. Recipiente de grandeza determinada com que se medem grãos, farinhas, líquidos etc.
  4. A quantidade contida nesse recipiente: Você vai usar duas medidas de açúcar e uma de
    farinha.
  5. A grandeza calculável de qualquer objeto: Tomar a medida de um colarinho.
    […]
  6. Ação que se faz para produzir ou evitar algo; DISPOSIÇÃO; PROVIDÊNCIA: A prefeitura
    tomou várias medidas para evitar novas enchentes.
    […]

Disponível em: www.aulete.com.br/medida. Acesso em: 27 mar. 2017.

Os verbetes de dicionários, além de explicar palavras, permitem-nos adquirir mais conhecimento sobre os inúmeros significados que uma palavra pode ter. Das alternativas a seguir, assinale aquela que mais se aproxima do significado apresentado na acepção número 8, descrito no texto.


a) ( ) Esta foi a medida adotada pelo governo para resolver o problema.
b) ( ) Para que a receita dê certo, é necessário acertar as medidas dos ingredientes.
c) ( ) A costureira precisa das medidas do cliente.
d) ( ) Junte duas medidas de água para cada medida do produto.
e) ( ) A medida de pressão pode ser feita em casa com um monitor.

Resposta correta: A
O significado expresso na acepção número 8 tem o sentido mais semelhante ao que se expressa na alternativa a, em que a palavra foi usada com sentido de uma ação tomada para se produzir ou evitar algo: “a medida do governo tinha por intenção resolver o problema”. Alternativa b: incorreta. Nessa frase, a palavra “medidas” tem relação com o significado expresso em 4.
Alternativa c: incorreta. Nesse caso, a palavra “medidas” tem relação com o significado expresso em 5. Alternativa d: incorreta. Nesse caso, a palavra “medidas” tem relação com o significado expresso em 4. Alternativa e: incorreta. Nesse caso, a palavra “medida” tem relação com o significado expresso em 1.

Reforço de Português 6º Ano – Ensino Fundamental 2 – QUESTÃO 18

Retome a acepção número 4 expressa no verbete:

4. A quantidade contida nesse recipiente: Você vai usar duas medidas de açúcar e uma de farinha.


Sabemos que, na língua portuguesa, algumas letras podem ser usadas para representar mais de um som, como acontece com a letra “c”. A alternativa que traz duas palavras do texto em que a letra destacada tem o mesmo som é:

a) ( ) contida/recipiente.
b) ( ) você/açúcar.
c) ( ) recipiente/açúcar.
d) ( ) contida/você.
e) ( ) recipiente/você.

Resposta correta: E
As palavras “recipiente” e “você” são o único caso, entre os demais apresentados, em que a letra “c” tem o mesmo som – de /s/. Nas demais, os sons das letras em destaque são diferentes. Alternativa a: incorreta. No primeiro caso, a letra “c” tem som de /k/, e, no segundo, de /s/. Alternativa b: incorreta. No primeiro caso, a letra “c” tem som de /s/, e, no segundo, tem som de /k/. Alternativa c: incorreta. No primeiro caso, a letra “c” tem som de /s/, e, no segundo, tem som de /k/. Alternativa d: incorreta. No primeiro caso, a letra “c” tem som de /k/, e, no segundo, tem som de /s/.

Reforço de Português 6º Ano – Ensino Fundamental 2 – QUESTÃO 19

Texto para as questões 3 e 4.

Esquilo de estimação vira herói nos EUA ao impedir roubo de casa

Ladrão disse aos policiais que se assustou quando o esquilo saltou em sua direção. O esquilo de estimação chamado Joey se transformou em herói ao impedir um roubo em Meridian, no estado de Idaho (EUA), na semana passada. O roedor atacou o ladrão no momento em que ele tentava invadir a casa, segundo a polícia. O ladrão, um adolescente não identificado, disse aos policiais que o ataque do esquilo “o assustou, obviamente, pois ele não estava esperando que um esquilo surgisse do nada”, contou Ashley Turner, do Departamento de Polícia de Meridian, um subúrbio de Boise. O dono do esquilo, Adam Pearl, disse que Joey vive em sua casa há cerca de seis meses depois que foi encontrado no jardim quando tinha apenas uma semana de idade. “Seu temperamento é como de um gato”, disse Pearl.

Disponível em: . Acesso em: 28 mar. 2017.

A notícia traz o caso curioso de um roubo nos EUA que foi impedido por um esquilo. Para contar a
notícia a outra pessoa, o leitor poderia elaborar um resumo dos fatos, facilitando o entendimento
do ouvinte. Assim, considerando a veracidade e a cronologia dos fatos apresentados, um resumo
correto dessa notícia poderia ser:
a) ( ) Os ladrões que entraram na casa de Adam Pearl não estavam esperando o ataque de um
esquilo selvagem que vivia ali há cerca de seis meses.
b) ( ) Um esquilo valente quis proteger a casa de seus donos nos EUA, atacando um ladrão que
ali entrou, mas que acabou saindo sem poder ser identificado.

c) ( ) Um ladrão tentou entrar em uma casa nos EUA, mas foi surpreendido pelo esquilo de esti-
mação da família, que acabou impedindo a ação do criminoso.

d) ( ) A polícia de Meridian, em Idaho, nos EUA, impediu o roubo de uma casa, pois, estranha-
mente, um esquilo conseguiu denunciar o ladrão.

e) ( ) O esquilo Joey é o guarda de uma casa nos EUA e já impediu vários roubos, surpreendendo
os ladrões, que não esperam que o esquilo ataque.
Resposta correta: C
É a alternativa que traz os elementos da notícia dispostos de forma correta. Nas demais, alguns
detalhes importantes foram deixados de lado ou relatados de forma incorreta.
Alternativa a: incorreta. Era apenas um ladrão, e o esquilo não era selvagem.

Alternativa b: incorreta. O ladrão não foi identificado na notícia, mas a polícia sabe quem ele é, in-
clusive conversou com ele.

Alternativa d: incorreta. Detalhes de como o ladrão foi preso não foram dados, mas, certamente, a ação do esquilo ajudou a polícia. Porém, o animal não denunciou o ladrão, mas sim o impediu de praticar o roubo. Alternativa e: incorreta. A notícia não menciona que vários roubos foram impedidos, apenas um. Também não se fala que o esquilo é o guarda da casa.

Reforço de Português 6º Ano – Ensino Fundamental 2 – QUESTÃO 20

Observe, a seguir, as palavras transcritas do texto:

SEGUNDO – SURGISSE – JARDIM – GATO

De acordo com os sons representados pelas letras “G” e “J”, é correto afirmar que, nesse grupo de palavras,


a) ( ) duas delas têm o som de /g/, e duas têm som de /j/.
b) ( ) três delas têm o som de /g/, e uma tem som de /j/.
c) ( ) em todas elas o som das duas letras é o mesmo.
d) ( ) três delas têm o som de /j/, e uma tem o som de /g/.
e) ( ) as letras representam um som diferente em cada uma das palavras.

Resposta correta: A
Duas palavras têm som de /g/ (“segundo” e “gato”), e duas têm som de /j/ (“surgisse” e “jardim”). Isso já invalida as demais alternativas. Alternativas b, c, d: incorretas. Apenas duas palavras têm o som de /g/, e duas têm o som de /j/. Alternativa e: incorreta. Só há duas possibilidades de representação de sons com a letra “g”, e uma única representação com a letra “j”, portanto não poderia haver um som diferente para cada uma das quatro palavras.

Reforço de Português 6º Ano – Ensino Fundamental 2 – QUESTÃO 21

Texto para as questões 21 e 22.
Adeus a Gene Cernan: minha conversa com o último homem a pisar na Lua
[…]
É sua primeira visita ao Brasil?
Sim. Esta é minha primeira vez no Brasil. Eu estive em todas as partes do mundo nos últimos 40 anos, mas nunca estive aqui. É a primeira vez que vim para cá. E, quando eu passei por Manaus, eu disse: essa é a parte do Brasil que eu queria ver. Porque, você sabe, São Paulo é uma cidade bonita. Mas Nova York é uma cidade bonita. Paris é uma cidade bonita. E você teve a chance de ir até Manaus? Não, infelizmente estou indo embora amanhã, então não tive chance de ir. Mas eu já recebi muitos convites para voltar.
[…] Você mesmo disse. Na época da Apollo, vocês tiveram de se perguntar: valia a pena o risco? E a resposta foi sim, por causa da Guerra Fria. Mas hoje aparece a pergunta: há vida para a NASA sem a corrida espacial? Acho que sim. Lá vem de novo a palavra “cultura”. É inerente à nossa cultura, a cultura do ser humano de querer explorar, de querer compreender, de buscar a próxima fronteira. E eu acho que esse será o impulso. Nós teríamos ido à Lua de qualquer jeito, no fim das contas. A Guerra Fria
apenas acelerou o processo. Basta olhar para os exploradores nos últimos 400, 500, 600 anos. Todo mundo queria saber o que havia depois da esquina, no topo da próxima montanha, como é estar lá, como é a vida em Marte. Nós, seres humanos, temos um forte desejo de saber de onde viemos, há vida no espaço profundo, aonde vamos. Temos uma sede, uma sede insaciável por conhecimento, e eu acredito que, mesmo num ritmo mais lento, esse desejo de aprender sobre o desconhecido irá nos guiar para a ilimitada fronteira do Universo, que é o Espaço. Nós demos apenas um pequeno passo, para a Lua. Daremos outro pequeno passo, para Marte. E quem sabe para onde iremos depois? Eu não sei. […]

Disponível em: . Acesso em: 28 mar. 2017.

QUESTÃO 21

Gene Cernan, um astronauta norte-americano que já faleceu, trabalhou na Agência Espacial dos Estados Unidos, a NASA, e ficou conhecido como o “último homem a pisar na Lua”. A entrevista foi concedida por ele ao jornalista brasileiro Salvador Nogueira. De acordo com a estrutura do texto e as informações apresentadas, o jornalista
a) ( ) perguntou a Cernan como era seu dia a dia na NASA e teve como resposta uma análise sobre o futuro das missões espaciais.
b) ( ) fez perguntas relacionadas à visita do ex-astronauta ao país e ao que ele pensa sobre o futuro da NASA e das missões espaciais.
c) ( ) evitou perguntas não relacionadas ao ofício de astronauta, nem mesmo sobre o que ele estava fazendo no Brasil.
d) ( ) tentou entrevistar o ex-astronauta levantando polêmicas sobre a veracidade das missões espaciais da NASA.
e) ( ) não acredita que a NASA e as missões espaciais tenham um futuro, por isso pergunta ao entrevistado se valeu a pena.

Resposta correta: B

A entrevista não foi apresentada na íntegra, mas o trecho revela que o jornalista perguntou a respeito da visita do ex-astronauta ao Brasil, como onde ele ficou e aonde queria ir. Também houve uma pergunta sobre o futuro da NASA e das missões espaciais, à qual o entrevistado respondeu
considerando um futuro promissor. Alternativa a: incorreta. Ao menos, no trecho apresentado, não há perguntas sobre o dia a dia na NASA, apenas uma em que ele pergunta sobre o futuro da agência. Alternativa c: incorreta. O jornalista fez perguntas bem direcionadas ao ofício de astronauta, como a terceira que foi apresentada. Alternativa d: incorreta. O jornalista não faz esse questionamento em nenhum momento, embora, de
fato, muitos acreditem que isso não tenha ocorrido; mesmo assim, não se abordou isso na entrevista. Alternativa e: incorreta. A opinião do jornalista sobre o assunto não fica evidente na notícia, por isso não se pode fazer tal afirmação.

QUESTÃO 22

Retome as ocorrências das palavras “onde” e “aonde” no texto, nos seguintes trechos:
I. […] temos um forte desejo de saber de onde viemos […]
II. […] há vida no espaço profundo, aonde vamos […]
III. E quem sabe para onde iremos depois?
Embora sejam palavras com usos diferentes, em um dos casos no texto, podemos substituir uma pela outra sem prejuízo de sentido e sem transgredir a norma-padrão. Isso é possível na sentença

a) ( ) I, porque o verbo “viemos” tem ideia de deslocamento, podendo ser antecedido por “aonde”.
b) ( ) II, em que a palavra “aonde” foi usada incorretamente, devendo ser substituída por “onde”.
c) ( ) III, em que “para onde” seria substituída, pois o verbo “iremos” permite o emprego de “aonde”.
d) ( ) I, uma vez que a presença ou não de preposição não altera o sentido.
e) ( ) II, em que a direção indicada não está clara no contexto.

Resposta correta: C
A palavra “aonde” é utilizada para verbos que indicam deslocamento, tal como “iremos” do verbo “ir”, que é um verbo de movimento. Por isso, nesse caso, pode-se substituir a preposição “para” por “a”, substituindo a expressão “para onde” pela palavra “aonde”. Alternativa a: incorreta. Embora haja ideia de deslocamento no verbo “vir”, não seria possível subs-
tituir “onde” nessa sentença, pois não há a indicação da direção da qual se está vindo, mas sim da origem. Alternativa b: incorreta. Como há um verbo de deslocamento (“ir”/“vamos”), “aonde” foi colocada corretamente. Alternativa d: incorreta. A presença da preposição altera o sentido; sem ela, a frase ficaria estranha, além de incorreta. Alternativa e: incorreta. A direção, de fato, não está clara, mas o verbo indica deslocamento, por isso
o uso de “aonde”.

Reforço de Português 6º Ano – Ensino Fundamental 2 – QUESTÃO 22

Observe a tirinha:

Na tirinha, Calvin fala sobre suas preocupações em relação à educação que está recebendo. Se ele, em vez de falar de si mesmo, estivesse falando em nome de todos os seus colegas de classe, suas falas deveriam aparecer no plural, como ocorre corretamente em:

a) ( ) “Quer fazer umas perguntas, turma?”

b) ( ) “Quem nos garante que a educação que estamos recebendo está me preparando adequadamente […]?”

c) ( ) “Será que estamos mesmos recebendo todas as formações de que irei precisar?”
d) ( ) “Nós queremos ganhar muito dinheiro quando nos formarmos.”
e) ( ) “Nesse caso, meus jovens, sugiro que vocês comece a estudar de verdade.”


Resposta correta: D
É preciso considerar que todas as palavras variáveis de uma sentença devem ir para o plural, quando queremos colocá-la no plural. Portanto, a alternativa d é a única que traz a flexão correta de todas as palavras.
No singular, a sentença era “eu quero ganhar muito dinheiro quando me formar”. Assim, no plural, deveríamos substituir o “eu” por “nós”, flexionando os verbos correspondentes e os demais pronomes “me” e “nos”. Alternativa a: incorreta. Ao falar com a turma, a professora deveria perguntar “querem fazer perguntas, turma?”; além disso, a alternativa não traz a fala de Calvin nem uma representação de uma fala em nome da turma. Alternativa b: incorreta. Na frase, o pronome “me” deveria ser substituído por “nos”, uma vez que estaria falando em nome de todos os seus colegas. Alternativa c: incorreta. É necessário flexionar corretamente o verbo “ir”, que deveria ser usado como “iremos”, em vez de “irei”. Além disso, a palavra “mesmo”, nesse caso, é um advérbio, e não varia. Alternativa e: incorreta. É preciso concordar o verbo “começar” com o pronome “vocês”.

Reforço de Português 6º Ano – Ensino Fundamental 2 – QUESTÃO 23 e 24

Texto para as questões 23 e 24.
Leia o poema:

Autobiografia de um poema

Sou alegre e sou triste
e vivo tudo ao mesmo tempo.
Sou aquele que existe,
vivo parado e em movimento.
Sou apenas por ser.
E não tenho a necessidade de estar.
Sou aquele que é
enquanto não sou
em cada lugar.
Alguns me chamam poema
outros me chamam paradoxo.
Sou aquele que blasfema
e, ao mesmo tempo, sou devoto.

Disponível em: www.napontadoslapis.com.br/2011/02/autobiografia-de-um-poema.html.
Acesso em: 27 mar. 2017.

QUESTÃO 23
No poema apresentado, o eu lírico fala de si mesmo. A leitura do texto permite inferir que o título “Autobiografia de um poema” se justifica porque
a) ( ) conta detalhes da infância até a vida adulta do eu lírico representado.
b) ( ) oferece ao leitor alguns pontos importantes do que seria um texto maior.
c) ( ) contém definições a respeito de uma palavra não muito conhecida dos falantes.
d) ( ) é uma definição do poema sobre ele mesmo, embora não conte uma história de vida.
e) ( ) apresenta opiniões do autor a respeito de um tema polêmico, como a escrita de um poema.

Resposta correta: D
Textos biográficos contam uma história de vida, e, nos textos autobiográficos, uma pessoa conta a própria história de vida. No caso do poema, no entanto, até por se tratar de um ser abstrato (o poema), não há indicações sobre fatos da vida de alguém, mas sim uma definição do poema sobre si mesmo (o que ele acredita que é). Alternativa a: incorreta. O texto, embora seja intitulado autobiografia, não apresenta a história de vida de alguém. Alternativa b: incorreta. Isso não é apresentado no poema. Alternativa c: incorreta. A definição apresentada na alternativa se refere ao verbete, outro gênero. Alternativa e: incorreta. O autor não apresenta opiniões sobre um tema polêmico.

QUESTÃO 24

Ao longo do texto, percebe-se o emprego de palavras para caracterizar e indicar qualidades dos seres. Nesse poema, dois adjetivos que foram empregados e que expressam ideias opostas são


a) ( ) alegre/triste, no primeiro verso da 1a estrofe.
b) ( ) mesmo/tempo, no segundo verso da 1a estrofe.
c) ( ) parado/movimento, no último verso da 1a estrofe.
d) ( ) poema/paradoxo, no primeiro e segundo verso, respectivamente, da 3a estrofe.
e) ( ) ser/estar, no primeiro e segundo verso, respectivamente, da 2a estrofe.

Resposta correta: A

A única alternativa que traz dois adjetivos do texto é a primeira: “alegre” e “triste” são duas características atribuídas pelo poema a ele mesmo e indicam duas ideias opostas. Alternativa b: incorreta. “Mesmo” pode ser entendido como um adjetivo no contexto, mas “tempo” é substantivo. Alternativa c: incorreta. Embora expressem duas ideias opostas, apenas “parado” pode ser considerado adjetivo, “movimento” é substantivo. Alternativa d: incorreta. As duas palavras são substantivos e não expressam ideias opostas. Alternativa e: incorreta. As duas palavras são verbos e não expressam ideias opostas.

Reforço de Português 6º Ano – Ensino Fundamental 2 – QUESTÃO 25

Leia o texto a seguir para responder à questão.

Não existe amor em SP

Não existe amor em SP
Um labirinto místico
Onde os grafites gritam
Não dá pra descrever
Numa linda frase
De um postal tão doce
Cuidado com doce
São Paulo é um buquê
Buquês são flores mortas
Num lindo arranjo
Arranjo lindo feito pra você
Não existe amor em SP
Os bares estão cheios de almas tão vazias
A ganância vibra, a vaidade excita
Devolva minha vida e morra
Afogada em seu próprio mar de fel
Aqui ninguém vai pro céu
Não precisa morrer pra ver Deus
Não precisa sofrer pra saber o que é melhor pra você
Encontro duas nuvens
Em cada escombro, em cada esquina
Me dê um gole de vida
Não precisa morrer pra ver Deus
[…]

Criolo.

Disponível em: www.musixmatch.com/pt-br/letras/Criolo/N%C3%A3o-Existe-amor-em-SP. Acesso em: jun. 2017.


Na letra da música de Criolo, existe um pronome indefinido invariável utilizado com a função de generalização. Assinale a alternativa em que há o verso no qual esse pronome aparece.


a) ( ) “Arranjo lindo feito pra você.”
b) ( ) “Me dê um gole de vida.”
c) ( ) “Aqui ninguém vai pro céu.”
d) ( ) “Não precisa morrer pra ver Deus.”
e) ( ) “Onde os grafites gritam.”

Resposta correta: C
“Ninguém” é o pronome indefinido utilizado para representar os habitantes da cidade de São Paulo, sem identificar o número exato de moradores. Alternativa a: incorreta. “Você” é um pronome de tratamento. Alternativa b: incorreta. “Me” é um pronome pessoal oblíquo. Alternativa d: incorreta. Não há nenhum pronome presente. Alternativa e: incorreta. “Onde” é um pronome relativo.

Reforço de Português 6º Ano – Ensino Fundamental 2 – QUESTÃO 26

Leia o texto a seguir para responder à questão.

Feitio de oração

Noel Rosa foi um dos maiores expoentes do samba brasileiro, e a canção “Feitio de oração” é um dos grandes sucessos do compositor. A letra é marcada por diversas frases em tons de ensinamentos e de ditos populares. Com base na interpretação da letra da canção, assinale a alternativa que apresenta o uso de um pronome indefinido invariável semelhante à estrutura de um provérbio.


a) ( ) “Quem acha vive se perdendo.”
b) ( ) “Da dor tão cruel desta saudade/Que, por infelicidade/Meu pobre coração invade.”
c) ( ) “Esta triste melodia/Que é meu samba em feitio de oração.”
d) ( ) “Sambar é chorar de alegria.”
e) ( ) “Sentirá que o samba então/Nasce do coração.”

Resposta correta: A
“Quem acha vive se perdendo” tem estrutura semelhante à dos provérbios “Quem cedo madruga Deus ajuda”, “Quem tem boca vai a Roma” e “Quem não tem cão caça como gato”. Em todos esses casos, o pronome indefinido “quem” cumpre como um recurso de generalização do sujeito das ações representadas pelos verbos. Alternativa b: incorreta. “Desta” é um pronome demonstrativo, “que” é um pronome relativo, e “meu”
é um pronome possessivo. Alternativa c: incorreta. “Esta” é um pronome demonstrativo, “que” é um pronome relativo, e “meu” é um pronome possessivo. Alternativa d: incorreta. Não há nenhum pronome presente.
Alternativa e: incorreta. Não há nenhum pronome na oração.

Reforço de Português 6º Ano – Ensino Fundamental 2 – QUESTÃO 27

Leia a entrevista a seguir para responder à questão.

Entrevista com Marcelo Galvão, diretor do filme Colegas

Marcelo Galvão, diretor do filme Colegas, fala sobre o roteiro, a síndrome de Down e sobre inclusão social

[…] A saga de três amigos portadores de síndrome de Down que fogem da instituição onde moram para realizar seus sonhos – casar-se, voar e conhecer o mar – é repleta de humor e delicadeza. Pura inspiração para resgatarmos da esfera do impossível nossos próprios desejos. Afinal, como um dos protagonistas diz, “a vida é muito curta para ser pequena. Por isso, precisamos aproveitá-la”. Confira, a seguir, uma breve entrevista com o diretor.

— Como surgiu a ideia do roteiro?
Marcelo Galvão – Convivi com um tio, falecido em 2011, que tinha síndrome de Down. A inocência, a forma franca de falar, a emoção à flor da pele, o coração gigantesco e as atitudes engraçadas que ele tinha sempre me cativaram. Por isso, resolvi escrever algo que transmitisse essa sensação boa. Colegas não fala sobre Down ou deficiência, e sim sobre sonhos, amizade, coragem, superação, amor – temas universais e atemporais. — Foi sua intenção derrubar preconceitos? Marcelo Galvão – O filme dialoga com todo mundo, principalmente com o público infantojuvenil. Conheci muitas pessoas que depois de assistirem ao longa vieram emocionadas me parabenizar pela oportunidade de ver um lado da síndrome até então desconhecido. […]

Raphaela de Campos Mello. Disponível em: . Acesso em: jun. 2017.

O filme Colegas trata da inclusão social de pessoas com síndrome de Down e foi muito elogiado pela crítica. O diretor explica de onde surgiu a inspiração para o roteiro. Releia, a seguir, uma frase da entrevista: “Convivi com um tio, falecido em 2011, que tinha síndrome de Down. A inocência, a forma franca de falar, a emoção à flor da pele, o coração gigantesco e as atitudes engraçadas que ele tinha sempre me cativaram.”

Identifique a que se refere o pronome relativo “que”, em destaque, usado para evitar a repetição desnecessária:


a) ( ) Inocência.
b) ( ) Tio.
c) ( ) 2011.
d) ( ) Emoção.
e) ( ) Síndrome de Down.

Resposta correta: B
“Tio” é quem tem síndrome de Down. O pronome “que” deixa a frase mais bem articulada, evitando a repetição da palavra “tio”. Alternativa a: incorreta. “Inocência” é um substantivo e está presente na oração seguinte, a qual não se relaciona com o pronome “que” da primeira oração.
Alternativa c: incorreta. “2011” não pode ser o sujeito de “tinha síndrome de Down”, porque não é o substantivo ao qual se refere o pronome relativo “que”. Alternativa d: incorreta. “Assim como “inocência”, “emoção” é um substantivo da oração seguinte, a qual não se relaciona com o pronome “que” da primeira oração. Alternativa e: incorreta. “Síndrome de Down” é a característica atribuída ao termo substituído pelo “que”.

Reforço de Português 6º Ano – Ensino Fundamental 2 – QUESTÃO 28

Observe a imagem a seguir:

A imagem mostra um cartaz junto a uma árvore caída na cidade de Goiânia. Ele foi escrito por moradores da região com o objetivo de avisar aos pedestres que a árvore poderia cair a qualquer momento e causar grande estrago, como acabou acontecendo. Sobre o cartaz, nota-se o uso de uma forma nominal que indica um tempo verbal futuro. Assinale a alternativa em que a mesma mensagem é transmitida sem usar formas nominais do(s) verbo(s) presente(s) na oração.


a) ( ) Esta árvore cairá em breve.
b) ( ) Esta árvore certamente vai cair.
c) ( ) Esta árvore certamente irá tombar.
d) ( ) Esta árvore precisa ser derrubada.
e) ( ) Esta árvore precisa ser demolida.

Resposta correta: A
A frase apresenta verbo conjugado no futuro do presente do indicativo acompanhado da expressão “em breve”, a qual é equivalente a “prestes a” – marca temporal necessária para manter o mesmo sentido expresso no aviso. Alternativa b: incorreta. “Cair” é um verbo conjugado em sua forma nominal infinitiva. Alternativa c: incorreta. “Tombar” também é um verbo conjugado em sua forma nominal infinitiva. Alternativa d: incorreta. “Derrubada” é um verbo conjugado em sua forma nominal particípio passado. Alternativa e: incorreta. “Demolida”, assim como “derrubada”, é um verbo conjugado em sua forma nominal particípio passado.

Reforço de Português 6º Ano – Ensino Fundamental 2 – QUESTÃO 29

Leia o texto a seguir:

Características: Está entre os maiores primatas neotropicais, podendo atingir até 9 kg de peso. A altura do corpo varia de 30 a 75 centímetros […]. Vive em bandos de três a doze indivíduos, de ambos os sexos e várias idades, chefiados por um macho adulto. […]
Hábitat: floresta atlântica.
Distribuição: Distribui-se pelos estados costeiros da Bahia ao Rio Grande do Sul. Também em Minas Gerais, na Estação Ecológica de Caratinga. […]
Alimentação: Sua dieta é predominantemente folívora (folhas). […]

Reprodução: A maturidade do bugio é atingida entre um ano e meio e dois anos. O período de gestação é em média de 100 dias, nascendo um filhote com cerca de 1/2 quilo.
Manifestações sonoras: O rugido é a sua característica mais importante (um ronco forte). É interrompido e recomeçado várias vezes durante até 30 minutos. […]

Disponível em: www.faunacps.cnpm.embrapa.br/mamifero/bugio.html. Acesso em: jun. 2017.
O texto apresentado é parte de um arquivo de animais em extinção no Brasil catalogados pela
Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). É apenas descritivo e não apresenta
nenhum apelo ao leitor sobre a necessidade de preservação da espécie.
Escolha, entre as alternativas, a melhor frase para ser representada em um cartaz que estimule o
combate ao processo de extinção pelo qual passa o bugio:
a) ( ) “A humanidade têm que salvá-lo agora, porque ele está sumindo.”
b) ( ) “A humanidade tem que salvá-lo agora, porque ele está sumido.”
c) ( ) “A humanidade tem que salvá-lo agora, porque ele está sumindo.”
d) ( ) “A humanidade tem que salvá-lo agora, porque ele sumiu.”
e) ( ) “A humanidade têm que salvá-lo agora, porque ele sumiu.”

Resposta correta: C
“Humanidade” é um substantivo e está no singular, então o verbo “ter” deve ser conjugado também no singular, sem o uso do acento circunflexo. O cartaz de conscientização precisa pedir ação imediata, e, por isso, o uso verbal adequado deve ser o de alertar sobre um processo em curso. Então, a melhor estrutura verbal para isso é o gerúndio auxiliado por um verbo no presente, pois eles evidenciam um processo em curso. Alternativa a: incorreta. Há problema de concordância entre o sujeito no singular e o verbo conjugado no plural. Alternativa b: incorreta. O uso do particípio do verbo “sumir” tem função de caracterizar o animal como sumido. Isso inviabilizaria a campanha, visto que não haveria mais como salvá-lo.
Alternativa d: incorreta. O pretérito perfeito simples do verbo “sumir” tem função de caracterizar o animal como sumido. Tal fato inviabilizaria a campanha, pois não seria mais possível salvar o animal. Alternativa e: incorreta. Na oração, há o problema de concordância entre o sujeito no singular e o verbo conjugado no plural, além do pretérito perfeito simples do verbo “sumir”, que tem função de caracterizar o animal como sumido. Isso inviabilizaria a campanha, já que não existiria mais a possibilidade de salvá-lo.

Reforço de Português 6º Ano – Ensino Fundamental 2 – QUESTÃO 30

Observe a imagem a seguir:

O cartaz apresentado fala sobre a conscientização em busca de um ambiente melhor. Para isso, são construídas duas frases com formas verbais diferentes. Assinale a alternativa que contemple, respectivamente, os modos verbais em que estão conjugados os dois verbos: “preserve” e “faz”.

a) ( ) “Preserve”: subjuntivo / “faz”: imperativo
b) ( ) “Preserve”: imperativo / “faz”: subjuntivo
c) ( ) “Preserve”: infinitivo / “faz”: imperativo
d) ( ) “Preserve”: indicativo / “faz”: infinitivo
e) ( ) “Preserve”: imperativo / “faz”: indicativo

Resposta correta: E
“Preserve tu” é forma imperativa do verbo “preservar”, pois exprime uma ordem, um pedido, uma súplica; “faz” é o verbo “fazer” conjugado na terceira pessoa do singular no presente do indicativo, pois indica uma ação de tempo e pessoa genéricos e exprime um fato, uma certeza. Alternativa a: incorreta. Subjuntivo é o modo verbal que exprime incerteza, portanto não é coerente com o propósito comunicativo do texto de campanha. Além disso, “faz” está no indicativo, e não no imperativo. Alternativa b: incorreta. Subjuntivo é o modo verbal utilizado para expressar incerteza, portanto não é coerente com o propósito comunicativo do texto de campanha. Alternativa c: incorreta. O infinitivo de “preserve” é “preservar”, e o imperativo do verbo “fazer” é “faça”. Alternativa d: incorreta. “Preserve” expressa uma ordem, e não uma certeza para estar conjugado no modo indicativo. Além disso, o infinitivo de “faz” é “fazer”.

Reforço de Português 6º Ano – Ensino Fundamental 2 – QUESTÃO 31

Leia este poema:

A educação pela pedra

Uma educação pela pedra: por lições;
Para aprender da pedra, frequentá-la;
Captar sua voz inenfática1, impessoal
(pela de dicção ela começa as aulas).
A lição de moral, sua resistência fria
Ao que flui e a fluir, a ser maleada;
A de poética, sua carnadura2 concreta;
A de economia, seu adensar-se compacta:
Lições da pedra (de fora para dentro,
Cartilha muda), para quem soletrá-la.
Outra educação pela pedra: no Sertão
(de dentro para fora, e pré-didática).
No Sertão a pedra não sabe lecionar,
E se lecionasse, não ensinaria nada;
Lá não se aprende a pedra: lá a pedra,
Uma pedra de nascença, entranha a alma.

João Cabral de Melo Neto. Disponível em: . Acesso em: 20 jul. 2017.

Inenfática1: aquilo que não tem destaque, que não tem ênfase.
Carnadura2: constituição, composição.

O poeta João Cabral de Melo Neto apresentou uma nova forma de escrita no Brasil. Nesse poema, por exemplo, percebe-se que o ritmo é construído pela alternância de sílabas tônicas e átonas. A separação das sílabas das palavras que compõem os versos do poema se dá conforme a norma padrão da língua em


a) ( ) Ca-ptar sua voz i-nen-fá-ti-ca, im-pe-sso-al
b) ( ) Uma e-du-ca-ção pela pe-dra: por li-ções
c) ( ) pe-la de dic-ção e-la co-me-ça as au-las
d) ( ) Uma pe-dra de nas-cen-ça, en-tran-ha a al-ma
e) ( ) A de e-co-no-mia, seu a-den-sar-se com-pa-cta

Resposta correta: C
As palavras que compõem esse verso foram devidamente separadas, incluindo a palavra “dicção”, que apresenta consoante muda, a qual acompanha a vogal que a antecede: dicção. Alternativa a: incorreta. As palavras “captar” e “impessoal” foram separadas de forma incorreta. As
formas corretas são: cap-tar/im-pes-so-al. Alternativa b: incorreta. As palavras “pela” e “uma” não tiveram suas sílabas separadas. As formas
corretas de separação dessas palavras são: u-ma/pe-la. Alternativa d: incorreta. A palavra “uma” é dissílaba, devendo, portanto, ser separada: u-ma; e a correta separação da palavra “entranha” é: en-tra-nha. Alternativa e: incorreta. Segundo a regra, a consoante muda deve acompanhar a vogal que a antecede. Assim, a separação correta da palavra “compacta” é: com-pac-ta.

Reforço de Português 6º Ano – Ensino Fundamental 2 – QUESTÃO 32

Leia o texto:

Como desenvolver a empatia?

Pessoas que possuem boa empatia são consideradas mais agradáveis, além de serem bons em todas as atividades que envolvem interação pessoal. Quem é empático está menos sujeito ao stress e à ansiedade, sabe lidar com críticas e consegue se comunicar sem ofender ou criar mal-entendidos. A empatia é essencial para ter uma boa vida a dois e conseguir educar filhos,
além de ser de extrema importância para quem deseja liderar qualquer equipe. Mas será possível desenvolver ou melhorar a nossa empatia?

O que é empatia?

Os pesquisadores costumam dizer que a palavra “empatia” possui dois significados. O primeiro estaria ligado à cognição ou ao intelecto e significaria a capacidade de entender o que outro está sentindo. A segunda está ligada a fatores afetivos e emocionais e significa a faculdade de sentir a emoção que outro está sentindo. Particularmente eu vejo a empatia como uma junção das duas coisas, pois saber sem a capacidade de sentir não possibilita que você compreenda o seu semelhante, e sentir sem saber não é compreender, é apenas se deixar contagiar com a emoção alheia. […]


Cesar A. S. Borella. Disponível em: www.psicologosp.com/2014/09/como-desenvolver-empatia.html. Acesso em: jun. 2017.


Sobre o texto, complete adequadamente a frase a seguir: A empatia é essencial para quem deseja liderar qualquer equipe


a) ( ) porquê nos permite lidar melhor com críticas e nos faz mais comunicativos.
b) ( ) por que nos permite lidar melhor com críticas e nos faz mais comunicativos.
c) ( ) por quê nos permite lidar melhor com críticas e nos faz mais comunicativos.
d) ( ) por o que nos permite lidar melhor com críticas e nos faz mais comunicativos.
e) ( ) porque nos permite lidar melhor com críticas e nos faz mais comunicativos.

Resposta correta: E
A situação comunicativa exige o uso de uma conjunção explicativa com o objetivo de estabelecer o elo entre o problema e a causa. O “porque” apresenta o sentido equivalente ao da palavra “pois”, introduzindo a ideia de causa. Alternativa a: incorreta. “Porquê”, precedido do artigo “o”, é usado como substantivo. Alternativa b: incorreta. “Por que” separado e sem acento indica um questionamento feito de modo indireto, mas a situação exige o contrário: uma explicação. Alternativa c: incorreta. “Por quê” separado e com acento indica uma oração interrogativa direta e aparece no final da frase, mas a oração apresentada pede uma explicação. Alternativa d: incorreta. “Por o que” não funciona como conjunção explicativa.

Reforço de Português 6º Ano – Ensino Fundamental 2 – QUESTÃO 33

Leia o texto e observe as imagens:

O texto trata de um laboratório de rádio e fotografia em uma universidade. Para chamar a atenção do público-alvo, o autor descreve as instalações do local de maneira


a) ( ) subjetiva, indicando as sensações que o visitante terá dentro do lugar.
b) ( ) objetiva, valorizando o leitor ao empregar adjetivos que o qualificam.
c) ( ) objetiva, com substantivos que ressaltam a estrutura do lugar oferecida.
d) ( ) subjetiva, dando dimensão de como pode ser rico o universo do rádio e da TV.
e) ( ) objetiva, considerando as potencialidades de ser um profissional da área.

Resposta correta: C

O texto é destinado a um público específico, que esteja interessado no assunto e em visitar o laboratório. Por isso, a descrição do lugar é feita de forma objetiva, com substantivos como “estrutura”, “tecnologia”, equipamentos”, entre outros, que caracterizam o lugar expressando essa objetividade pretendida. Alternativa a: incorreta. Não é uma descrição subjetiva e não indica sensações que o visitante terá. Alternativa b: incorreta. O texto não valoriza o leitor, e sim o lugar. Alternativa d: incorreta. Não há uma descrição subjetiva, tampouco é abordado o universo do rádio e da TV. Alternativa e: incorreta. O texto não trata dos profissionais da área, e sim do laboratório citado.

Reforço de Português 6º Ano – Ensino Fundamental 2 – QUESTÃO 34

Leia o texto a seguir:

Kafka e a boneca viajante

[…]
Kafka era um homem de quase 40 e estava realizando um grande sonho: sair de Praga e viver em Berlim. Durante muito tempo, ele falou de Berlim como um provinciano fala da metrópole que admira. Essa idealização da capital alemã aparece em dezenas de cartas que escreveu para a então
namorada Felice Bauer. Finalmente, em 1923, mudou-se pra Berlim, instalou-se em uma pensão junto com a nova namorada, Dora. Mas Berlim não estava no seu melhor momento. A vida na Alemanha entre a Primeira e a Segunda Guerra Mundial era tão ruim que Kafka evitava circular pela cidade com que tanto sonhara. Não suportava ler os jornais, porque as notícias eram péssimas. Não ia ao centro, à Potsdamer Platz, pois ela estava lotada de mendigos. Os judeus, como ele, eram constantemente ameaçados, xingados. Um dia, ele e a namorada passeavam pelo bairro onde viviam, Steglitz. Ao cruzarem um parque, viram uma menina chorando. Kafka quis saber o que tinha acontecido. Ela tinha perdido sua única boneca. Para consolá-la, Kafka disse que não se preocupasse, porque a boneca estava apenas viajando. “Como você sabe?” – teria questionado a menina. E ele: “Ela me escreveu uma carta”. “Cadê a carta?” – perguntou a menina. Estava em casa, mas ele poderia trazê-la no dia seguinte. […]

Marleth Silva. “Kafka e a boneca viajante”. Gazeta do Povo. 10 jun. 2016. Disponível em: . Acesso em: 17 abr. 2018.

Nesse texto, a colunista Marleth Silva, do jornal Gazeta do Povo, apresenta de forma breve o encontro do autor Franz Kafka com uma menina que chorava por sua boneca perdida. No trecho em destaque, as aspas são usadas para


a) ( ) isolar a citação de um outro texto.
b) ( ) evidenciar uma palavra estrangeira.
c) ( ) apontar um desvio da norma-padrão.
d) ( ) realçar uma expressão específica.
e) ( ) introduzir a fala de outro interlocutor.

Resposta correta: E
No texto, há a presença de falas do escritor/personagem Kafka e da menina. Logo, o uso das aspas se justifica para construir o diálogo. Alternativa A: incorreta. No trecho entre aspas, não se isola uma citação de outro texto.
Alternativa B: incorreta. O trecho entre aspas não evidencia uma palavra estrangeira. Alternativa C: incorreta. O trecho entre aspas não aponta um desvio da norma-padrão da língua portuguesa. Alternativa D: incorreta. O trecho entre aspas não realça alguma expressão específica.

Reforço de Português 6º Ano – Ensino Fundamental 2 – QUESTÕES 35 e 36

Texto para as questões 35 e 36.

O dono da bola

O nosso time estava cheio de amigos. O que nós não tínhamos era a bola de futebol. Só bola de meia, mas não é a mesma coisa. Bom mesmo é bola de couro, como a do Caloca. Mas, toda vez que nós íamos jogar com Caloca, acontecia a mesma coisa. E era só o juiz marcar qualquer falta do Caloca que ele gritava logo:
– Assim eu não jogo mais! Dá aqui a minha bola!
– Ah, Caloca, não vá embora, tenha espírito esportivo, jogo é jogo…
– Espírito esportivo, nada! – berrava Caloca. – E não me chame de Caloca, meu nome é Carlos
Alberto!
E assim, Carlos Alberto acabava com tudo que era jogo. A coisa começou a complicar mesmo quando resolvemos entrar no campeonato do nosso bairro. […] Catapimba, que era o secretário do clube, resolveu fazer uma reunião:
– Esta reunião é para resolver o caso do Carlos Alberto. Cada vez que ele se zanga, carrega a bola e acaba com o treino. Carlos Alberto pulou, vermelhinho de raiva:
– A bola é minha, eu carrego quantas vezes eu quiser!
– Pois é isso mesmo! – disse o Beto, zangado. – É por isso que nós não vamos ganhar campeonato nenhum!
– Pois, azar de vocês, eu não jogo mais nessa droga de time, que nem bola tem. E Caloca saiu pisando duro, com a bola debaixo do braço.
Aí, Carlos Alberto resolveu jogar bola sozinho. Nós passávamos pela casa dele e víamos. Ele batia bola com a parede. Acho que a parede era o único amigo que ele tinha. Mas eu acho que jogar com a parede não deve ser muito divertido. Porque, depois de três dias, o Carlos Alberto não aguentou mais. Apareceu lá no campinho.
– Se vocês me deixarem jogar, eu empresto a minha bola.
Carlos Alberto estava outro. Jogava direitinho e não criava caso com ninguém. E, quando nós ganhamos o jogo final do campeonato, todo mundo se abraçou gritando:
– Viva o Estrela-d’Alva Futebol Clube!
[…]

Ruth Rocha. Marcelo, marmelo, martelo. São Paulo: Salamandra, 2011.

QUESTÃO 35

Nessa narrativa da autora Ruth Rocha, tem-se o genioso personagem Caloca, que impõe suas vontades sobre as dos amigos da vizinhança. O que levou Caloca à mudança de comportamento foi

a) ( ) sentir-se solitário em sua casa, decidindo voltar ao jogo.
b) ( ) mudar de ideia, uma vez que seus amigos imploraram.
c) ( ) voltar ao jogo, já que sua mãe ordenou que o garoto saísse de casa.
d) ( ) sentir-se raivoso, voltando ao campinho para tirar satisfação com seu time.
e) ( ) voltar ao campeonato do bairro porque queria apresentar seu primo aos amigos.

Resposta correta: A
Pode-se identificar, no enredo textual, que Caloca realmente sentiu-se sozinho e, por isso, retornou ao campeonato com mais espírito esportivo.
Alternativa B: incorreta. Não se pode identificar, no enredo textual, nenhum indício de que os amigos de Caloca imploraram para que ele voltasse ao jogo. Alternativa C: incorreta. Não se pode identificar, no enredo textual, nenhuma ordem dada pela mãe de Caloca para que o garoto saísse de casa. Alternativa D: incorreta. Não se pode identificar, no enredo textual, nenhum sentimento de raiva de Caloca ao retornar ao campinho. Alternativa E: incorreta. Não se pode identificar, no enredo textual, a presença de um primo de Caloca.

QUESTÃO 36

As classes gramaticais reúnem as palavras de acordo com a função destas em diferentes contextos. Assinale a alternativa que expressa corretamente a função dos termos destacados nas frases a seguir:
I. “Ah, Caloca, não vá embora, tenha espírito esportivo, jogo é jogo…”
II. “– Pois, azar de vocês, eu não jogo mais nessa droga de time, que nem bola tem.”
a) ( ) “Esportivo” é o nome de um jogo, e “bola” é o nome de um objeto.
b) ( ) “Esportivo” é o nome de um campeonato, e “bola” qualifica o time.
c) ( ) “Esportivo” qualifica “espírito”, e “bola” é o nome de um objeto.
d) ( ) “Esportivo” qualifica “Caloca”, e “bola” é o nome de um jogador.
e) ( ) “Esportivo” é o nome de um jogo, e “bola” é o nome de um jogador.

Resposta correta: C
O adjetivo “esportivo” qualifica o termo “espírito”, e o substantivo “bola” nomeia um objeto. Alternativa A: incorreta. A palavra “esportivo” não está nomeando nenhum ser, e sim qualificando o espírito; e “bola” é, de fato, o nome de um objeto. Alternativa B: incorreta. A palavra “esportivo” não está nomeando nenhum ser, e sim qualificando o espírito; e “bola” não qualifica o time, mas nomeia um objeto. Alternativa D: incorreta. “Esportivo” não qualifica “Caloca”, e sim “espírito”; e “bola” não é o nome de um jogador, mas de um objeto. Alternativa E: incorreta. “Esportivo” não é um nome, mas uma característica de “espírito”; e “bola” não é o nome de um jogador, mas de um objeto.

Reforço de Português 6º Ano – Ensino Fundamental 2 – QUESTÃO 37

Observe a tirinha a seguir:

Na tirinha, Hamlet classifica “amor” quanto à forma, ao gênero e ao significado. A palavra que mantém as mesmas características gramaticais indicadas por Hamlet é
a) ( ) “capacete”.
b) ( ) “beleza”.
c) ( ) “movimento”.
d) ( ) “espada”.
e) ( ) “guarda-sóis”.

Resposta correta: C
O substantivo “movimento” é simples, abstrato e masculino. Alternativa A: incorreta. O substantivo “capacete” é concreto, e não abstrato. Alternativa B: incorreta. A palavra “beleza” é feminina, e não masculina. Alternativa D: incorreta. A palavra “espada” é feminina, e não masculina. Ademais, não é um substantivo abstrato, e sim concreto. Alternativa E: incorreta. A palavra “guarda-sóis” é composta, e não simples. Além disso, não é um substantivo abstrato, e sim concreto.

Reforço de Português 6º Ano – Ensino Fundamental 2 – QUESTÃO 38

Leia o verbete a seguir:
IGUALDADE (i.gual.da.de)
Sf.
Direitos iguais sem exclusão de nenhuma classe social.
Do latim “ëqualitas”; significa relação entre coisas iguais; qualidade daquele ou daquilo que é igual.
Direito para todos.

Disponível em: www.dicionarioinformal.com.br/igualdade. Acesso em: 17 abr. 2018.

Os verbetes de dicionário podem ampliar o significado de uma determinada palavra, apresentando sinônimos e antônimos para ela. Assinale a alternativa em que apareçam, respectivamente, um sinônimo e um antônimo para a palavra “igualdade”.
a) ( ) Disparidade e harmonia.
b) ( ) Equivalência e diferença.
c) ( ) Dessemelhança e entendimento.
d) ( ) Concordância e acordo.
e) ( ) Injustiça e descaso.

Resposta correta: B
A palavra “equivalência” é sinônimo do termo “igualdade”, e “diferença” é antônimo. Alternativa A: incorreta. A palavra “disparidade” não é sinônimo do termo “igualdade”, e sim antônimo; e “harmonia” não é antônimo de “igualdade”. Alternativa C: incorreta. A palavra “dessemelhança” não é sinônimo do termo “igualdade”, e sim antônimo; e “entendimento” não é um antônimo de “igualdade”. Alternativa D: incorreta. A palavra “concordância” não é um sinônimo de “igualdade”, e “acordo” não
é antônimo desta. Alternativa E: incorreta. A palavra “injustiça” não é sinônimo do termo “igualdade”; e “descaso” não é um antônimo desta.

Reforço de Português 6º Ano – Ensino Fundamental 2 – QUESTÃO 39

Leia o texto a seguir:

Pobres palavras

Lendo um romance, tropecei na palavra “inexorável”. É uma das que mantenho desconhecidas, desde rapazola, quando peguei gosto de ler. Desconhecida porque, mesmo já tendo lido “inexorável” muitas vezes, nunca quis saber o sentido. Parece uma palavra em desuso, dessas que ficam lá nos velhos armazéns da língua, coberta de poeira, até que alguém pega e coloca numa frase como uma roupa no varal. O leitor é quem recolhe essas roupas, uma por uma, menos as que, como “inexorável”, a gente não sabe o que é, deixa lá, para que volte sozinha ao armazém e fique lá mofando até que… Bem, desta vez fiquei com pena da pobre “inexorável” e fui ao dicionário. E “inexorável” é “implacável”. Eu já desconfiava disso, tantas vezes li que o destino é inexorável, e fiquei feliz porque o significado justifica a pompa da palavra. Porque a primeira vez que fui ao dicionário desvendar uma palavra, foi uma inenarrável (olha outra pomposa aí) decepção. Era a palavra “inconsútil”. Em prosa e poesia, volta e meia lá vinha a “inconsútil”. Um dia, já na casa dos quarenta, a barba começando a grisalhar, não aguentei mais as décadas de ignorância e fui ao dicionário. E “inconsútil” é apenas “sem costura”. Tantos mantos inconsúteis e eu não conseguia ver algo em comum entre eles para achar o sentido da palavra, e eram apenas mantos sem costura. Fiquei acabrunhado (esta nem pomposa, é atrapalhada mesmo).

Domingos Pellegrini. Lições de gramática para quem gosta de literatura. São Paulo: Panda Books, 2007, p. 40-1.

Nesta crônica, Domingos Pellegrini traz à discussão o significado de algumas palavras da língua portuguesa, as quais, por muitas vezes, podem parecer complexas. Qual é a comparação que o autor faz para abordar o uso de algumas palavras?
a) ( ) O autor compara as palavras a uma barba grisalha.
b) ( ) O autor compara o uso das palavras à ação de lavar roupas.
c) ( ) O autor compara as palavras da língua portuguesa à poesia.
d) ( ) O autor compara as palavras a uma ventania que balança as roupas do varal.
e) ( ) O autor compara as palavras a roupas no varal, as quais o leitor deve recolher.

Resposta correta: E
O autor compara as palavras usadas em uma frase às roupas estendidas no varal. Nesse contexto, o leitor seria a pessoa responsável por recolher essas palavras comparadas a roupas, e cada palavra cujo significado é desconhecido seria como uma roupa deixada no varal. Alternativa A: incorreta. O autor cita que sua barba estava começando a agrisalhar para confirmar o longo tempo sem ter descoberto o significado de uma palavra, e não para estabelecer uma comparação. Alternativa B: incorreta. O autor não menciona no texto o ato de lavar roupas. Alternativa C: incorreta. O autor afirma que o uso de certa palavra costumava ocorrer tanto em prosa
quanto em poesia, mas não compara as palavras à poesia. Alternativa D: incorreta. O autor faz uma comparação entre as palavras na frase e as roupas no varal, e não há menção à ventania.

Reforço de Português 6º Ano – Ensino Fundamental 2 – QUESTÃO 40

Leia o seguinte texto:
O trabalho infantil, além de usurpar1 o processo de desenvolvimento natural dos indivíduos que ainda não chegaram à fase adulta, contribui também para o afastamento dos jovens do exercício escolar, o que é inaceitável. Por isso, iniciativas de conscientização e informação sobre o assunto dentro das escolas são tão importantes. Mais de 1 700 escolas cearenses, pertencentes a 98 cidades, contam com esse apoio, o qual deveria chegar a porções maiores do território estadual, a fim de garantir proteção a habitantes de todo o Estado. Os recentes resultados do Ceará são exemplo para todo o Brasil, mas os esforços não podem cessar, visto que ainda há muitas crianças e adolescentes subjugados.

“Trabalho infantil”. Diário do Nordeste. Opinião. 15 set. 2016. Disponível em: https://bit.ly/2r1Fsvl. Acesso em: 26 abr. 2018.

1 usurpar: roubar.

O artigo de opinião é composto de fatos e de opiniões do escritor. Entre os trechos selecionados a seguir, qual possui somente fatos?
a) ( ) “O trabalho infantil […] contribui também para o afastamento dos jovens do exercício escolar, o que é inaceitável.”
b) ( ) “Por isso, iniciativas de conscientização e informação sobre o assunto dentro das escolas são tão importantes.”
c) ( ) “Mais de 1 700 escolas cearenses, pertencentes a 98 cidades, contam com esse apoio.”
d) ( ) “o qual deveria chegar a porções maiores do território estadual, a fim de garantir proteção a habitantes de todo o Estado.”
e) ( ) “Os recentes resultados do Ceará são exemplo para todo o Brasil, mas os esforços não podem cessar.”

Resposta correta: C

Neste trecho, o autor indica um fato, e não uma opinião, visto que apresenta um dado ao expor o número aproximado de escolas que contam com medidas de conscientização e difusão de informações sobre o trabalho infantil. Alternativa A: incorreta. O autor expõe sua opinião ao dizer que o afastamento dos jovens da escola devido ao trabalho infantil é “inaceitável”.
Alternativa B: incorreta. Ao mencionar que determinadas medidas são “importantes”, o autor do texto apresenta uma opinião sobre o assunto. Alternativa D: incorreta. O autor, ao utilizar o termo “deveria”, demonstra sua opinião sobre o que precisaria ser feito. Alternativa E: incorreta. O autor apresenta sua opinião ao dizer que os “esforços não podem cessar”.

Reforço de Português 6º Ano – Ensino Fundamental 2 – QUESTÕES 41 e 42

Texto para as questões 41 e 42.
Fernando António Nogueira Pessoa, ou apenas Fernando Pessoa, foi um dos maiores escritores da literatura universal e um dos mais aclamados e respeitados poetas da língua portuguesa e da língua inglesa. A figura misteriosa, cuja genialidade fez nascer uma diversidade própria de estilos e biografias, é sinônimo de multiplicidade e versatilidade literária. Nascido no dia 13 de junho de 1888 na cidade de Lisboa, Portugal, Fernando Pessoa perdeu o pai aos cinco anos de idade, vítima da tuberculose.[…] Além de poeta e tradutor, Fernando Pessoa foi jornalista, editor e empresário.[…]

Mundo Educação. Disponível em: https://bit.ly/2jsWTAX. Acesso em: 4 maio 2018. (Adapt.).

QUESTÃO 41
Fernando Pessoa, poeta português do século XX, é muito conhecido no mundo literário. Observando a construção textual e a linguagem empregada no trecho apresentado, é correto considerar que o gênero utilizado no texto é
a) ( ) informativo, já que apresenta informações sobre a vida de Fernando Pessoa.
b) ( ) biográfico, uma vez que a vida do poeta português é apresentada em terceira pessoa.
c) ( ) autobiográfico, visto que o próprio poeta Fernando Pessoa apresenta informações sobre sua vida.
d) ( ) autobiográfico, porque o poeta Fernando Pessoa foi apresentado no texto em terceira pessoa.
e) ( ) opinativo, pois apresenta um ponto de vista sobre o poeta Fernando Pessoa.

Resposta correta: B
O gênero utilizado no texto é o biográfico, pois apresenta, em terceira pessoa, aspectos da vida do poeta português. Alternativa A: incorreta. O gênero informativo tem a função exclusiva de trazer informações acerca
de um tema, sem o enfoque narrativo utilizado na apresentação de aspectos da vida de alguma figura notória. Alternativas C e D: incorretas. O gênero autobiográfico é utilizado quando a própria personagem apre-
senta sua história, ou seja, as autobiografias são narradas em primeira pessoa, enquanto as biografias, como é o caso do texto apresentado, são narradas em terceira pessoa. Alternativa E: incorreta. O gênero opinativo é caracterizado por apresentar argumentos para defender um ponto de vista, mas o texto apresentado narra aspectos da vida de Fernando Pessoa.

QUESTÃO 42

Considerando que o texto apresenta informações que caracterizam o poeta Fernando Pessoa, a presença de adjetivos é uma constante. Das alternativas a seguir, assinale aquela em que o adjetivo precede o substantivo a que se refere.
a) ( ) “[…] um dos mais aclamados e respeitados poetas da língua portuguesa e da língua inglesa.”
b) ( ) “Nascido no dia 13 de junho de 1888 na cidade de Lisboa, Portugal, […]”
c) ( ) “Além de poeta e tradutor, Fernando Pessoa foi jornalista, editor e empresário.”
d) ( ) “Fernando António Nogueira Pessoa, ou apenas Fernando Pessoa […]”
e) ( ) “A figura misteriosa, cuja genialidade fez nascer uma diversidade de estilos e biografias próprios […]”

Resposta correta: A
Os adjetivos “aclamados” e “respeitados” aparecem antes do substantivo “poetas”. Alternativas B, C e D: incorretas. Não há presença de adjetivos no período selecionado. Alternativa E: incorreta. O adjetivo “misteriosa” aparece posposto ao substantivo “figura”.

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